Após ter se oferecido para descriptografar o iPhone de um dos acusados do tiroteio em San Bernardino, o especialista em segurança digital John McAfee agora revelou o método que utilizaria para hackear o smartphone para o FBI.

Para invadir o smartphone sem pedir ajuda à Apple, ele diz que precisaria realizar alterações no processador A6. O chip conta com um identificador único chamado de UID. Combinado com o código de acesso do telefone, a criptografia de segurança do produto é criada.

Assim, o FBI precisaria descobrir a série de caracteres UID para inseri-lo em supercomputadores com softwares que geram e combinam senhas a partir de informações coletadas. Em outras palavras, o órgão policial precisaria descobrir apenas a outra metade da criptografia.

O especialista ainda afirmou que o método só é possível graças às vulnerabilidades do modelo A6. Se o iPhone encontrado o 5s, por exemplo, o chip presente seria o A7 que é mais difícil de ser hackeado.

Segundo o Tech Insider, McAfee estava relutante em revelar o método utilizado afirmando que sofreria pressões do FBI e da Apple. O multimilionário afirmou que estava brincando quando comentou sobre utilizar engenharia social no processo. “De que maneira eu poderia usar engenharia social no iPhone de uma pessoa que já morreu?!”, ironizou.

Fonte: Olhar Digital