Por Willian Domingues

 

Uncharted, uma das franquias exclusivas de maior sucesso da Sony, não poderia ficar de fora do festival de remasters que a empresa fez em 2015. Os três primeiros episódios da saga passaram por uma ótima e merecida reformulação em Uncharted: The Nathan Drake Collection. Este trabalho foi feito pela desenvolvedora Bluepoint Games em parceria com a Naughty Dog e pode ser notado de uma maneira muito mais clara quando comparado aos jogos originais, lançados para PlayStation 3.

Cada jogo oferece cerca de 15 horas no modo história com um excelente roteiro, recheado de porradas, tiroteios e objetivos a serem concluídos.  A série narra a história do caçador de tesouros Nathan “Nate” Drake e dos companheiros Victor “Sully” Sullivan e Elena Fisher, que viajam ao redor do mundo procurando por riquezas. Uncharted: Drake’s Fortune (2007), Uncharted 2: Among Thieves (2009) e Uncharted 3: Drake’s Deception (2011), receberam muita atenção neste remaster. Todas as texturas, efeitos de iluminação, cenários e personagens, foram retrabalhados para melhorar a experiência visual dos títulos, que agora, são jogáveis no PlayStation 4 em 1080p e 60 quadros por segundo, fazendo valer a pena jogar novamente, mesmo se você já finalizou no console de geração anterior.

E pra quem pensa que apenas os gráficos foram melhorados, engana-se já que outro grande avanço ficou por conta do trabalho de dublagem. Diferente dos dois primeiros jogos originais, agora, Nathan Drake e os outros personagens falam a nossa língua, o português brasileiro. O trabalho de voz de Uncharted 3, criticada no PS3, também foi melhorado.

A jogabilidade dos jogos também foi melhorada, a movimentação do personagem, o pulo que muitas vezes eram imprecisos no primeiro jogo, a precisão da mira agora também está melhor, headshot agora já não é algo quase impossível de se conseguir. O arremesso de granadas, presente em Uncharted 2 e 3, agora também está disponível no primeiro episódio Drake’s Fortune. Os controles de tiro também foram alterados e fazem mais sentido usando L2 e R2 na hora de disparar. Estas melhorias com certeza deixam os combates no jogo mais naturais.

Apesar das atualizações, vale lembrar que o primeiro Uncharted, Drake Fortune, foi lançado em 2007. Pra quem jogou no PS3, a remasterização é linda e perfeita, porém, para quem está chegando agora no mundo dos games e está acostumado com a performance dos consoles da nova geração, a primeira impressão pode ser ruim, já que os movimentos de Drake são flutuantes e imprecisos, muitas vezes levando o personagem à morte por razões desconhecidas e erros bobos. Jogar a primeira história de Drake pode render constantes frustrações, mas no final vale a pena por conta da narrativa que te levará até Uncharted 2: Among Thieves.

O segundo jogo da coletânea está em um nível totalmente diferente do anterior. Mesmo comparado com alguns títulos de PlayStation 4, as ruínas urbanas de Nepal de Uncharted 2 são absolutamente de encher os olhos. Há uma quantidade enorme de detalhes entre os edifícios em ruínas e carcaças enferrujadas de carros que já estão abandonados há muito tempo, e isso realmente dá o toque especial à remasterização. É importante notar que embora a Bluepoint igualou a mecânica nos três jogos, Among Thieves sai na frente do seu antecessor, tornando os tiroteios mais imediatos e agradáveis. Pra mim, este foi o melhor da série.

E por último temos Uncharted 3: Drake Deception, um jogo maior e mais ambicioso do que os dois anteriores. Este episódio se aprofunda no passado de Nate e seus relacionamentos pessoais. Drake Deception já havia surpreendido os players colocando ao máximo o processamento gráfico no PlaySation 3, que trouxe belíssimas imagens na geração anterior. Agora remasterizado, o aumento dos detalhes visuais e melhoria das textura dos cenários e personagens, ajudam a completar a sensação cinematográfica deste grande título.

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Uncharted: The Nathan Drake Collection também trás a adição do nível de dificuldade “Esmagador”, que antes só era liberado se os jogos fossem finalizados. A trilogia também ganhou o modo Brutal, uma dificuldade acima de todas as outras e Explorador, que é voltado para os jogadores iniciantes. Além disso, também temos o modo “Corrida de velocidade contínua”, Modo Foto, novos troféus e 80 skins bônus. Mas como nem tudo são flores, o maior de todos os problemas foi a retirada do divertido multiplayer, tanto de Among Thieves quanto de Drake’s Deception.

 

Conclusão
Apesar de alguns bugs e da jogabilidade antiga do primeiro Uncharted, os outros dois jogos da trilogia, somados com a história de Drake’s Fortune, a coleção é um lançamento obrigatório para todos os proprietários de PlayStation 4, que já tenham jogado ou não, os títulos no PS3. A trilogia é bastante atual e vai render boas horas de diversão, só que desta vez, em alta definição. Também vale lembrar que Uncharted: The Nathan Drake Collection serve de aperitivo e vai te deixar pronto para o aguardado Uncharted 4: A Thief’s End, último capítulo da franquia que será lançado em 18 de março de 2016.